Li na internet sobre a decepção de dois universitários, Giuliano e Carlos, que após percorrerem cinco mil quilômetros em nove estados, para sensibilizar estudantes de doze universidades e incentivá-los a ir ao Fórum de Comunicação e Sustentabilidade (realizado em junho, em Brasília), viram seu esforço reduzir-se a 130 presentes, de uma lista de mil inscritos, que foi o que restou da expectativa inicial de três mil participantes.
Ambos foram compreensivelmente críticos com a apatia dos colegas. Chamaram-nos de superficiais e escandalizaram-se com o desconhecimento diante do tema, por parte de quem deveria ser vanguarda das iniciativas por um mundo sustentável.
Ao mesmo tempo, registraram sinais positivos de interesse, tanto de estudantes que prometeram “pensar no assunto” quanto de muitos que espontaneamente os abordaram durante a viagem. Observaram também que as pessoas se reconhecem no conceito de sustentabilidade quando ele é associado ao seu dia-a-dia.
Quero dizer a Giuliano e Carlos que seu trabalho foi admirável e os resultados muito bons, até porque levantaram de maneira inusitada uma grande e necessária interrogação: de que maneira, hoje, um jovem pode pretender ser revolucionário e questionar as estruturas? (mais…)















