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Empresas norte-americanas estão ganhando espaço na mídia com os anúncios de novas iniciativas ambientais. O Bank of America anunciou que vai investir US$ 20 bilhões em projetos ambientais durante a próxima década. O Citigroup, US$ 50 bilhões. A General Electric alega que a receita de sua iniciativa “ecomagination” duplicou para US$ 12 bilhões em apenas dois anos, chegando a atingir surpreendentes US$ 50 bilhões em pedidos já feitos por clientes. E a Wal-Mart, depois de anos sofrendo crescentes ataques de ativistas, lançou programas em área tão diversas quanto energia renovável e pesca sustentável. Sem dúvida, são tendências bem-vindas, especialmente quando a administração Bush parece estar empenhada em deter o avanço de questões críticas como as mudanças climáticas. Mas há o risco de que a crescente e competitiva bandeira ecológica nos Estados Unidos desvie a atenção de mudanças igualmente interessantes que estão acontecendo em outros lugares.
Veja a França, por exemplo. Apesar de serem famosos pela qualidade de sua comida e de seus vinhos, os franceses não são conhecidos pelo seu apetite por desenvolvimento sustentável. Mas as coisas podem estar mudando, com empresas como Danone, Lafarge e Suez avançando nessa área. A Suez adotou a sustentabilidade em sua busca de oportunidades de mercados relacionados a energia, água e infra-estrutura. A Lafarge lidera a indústria de cimentos no que diz respeito à divulgação de informações sobre as emissões de gases do efeito estufa. Ainda mais interessante é o Groupe Danone, conhecido pela marca de água Evian e pelos iogurtes. A Danone não apenas comprou uma das principais empresas de alimentos orgânicos dos EUA, a Stonyfield Farm, como também acaba de formar uma inovadora parceria social com o Grupo Grameen em Bangladesh – e existem conversas sobre o lançamento de um fundo bastante incomum para dar apoio ao microcrédito em todo o mundo.
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Os especialistas sobre as questões de mobilidade relevam que as mudanças de comportamento da população francesa começaram a ter um impacto global sobre a circulação rodoviária desde 2005. “Nesse ano, pela primeira vez desde que existem estatísticas, constatamos uma diminuição de 1,4% na circulação de automóveis na França. Mesmo se os dois anos seguintes foram marcados por uma relativa estabilidade, isso constitui uma evolução considerável em relação às décadas de forte crescimento”, explica Jean-Marie Guidez, pesquisador do Certu (Centro de Estudos sobre as Redes, os Transportes o Urbanismo e as Construções Públicas). Pesquisas locais, conduzidas em Lyon, Lille, Rennes, Reims e Rouen, confirmaram essa tendência com, pela primeira vez, em 2006 e 2007, uma redução na participação relativa dos automóveis nos deslocamentos. “Até aí, a parte correspondente aos automóveis não havia cessado de aumentar apesar dos esforços realizados em matéria de transportes coletivos”, sublinha Guidez.
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Agencia Estado
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